O IMAGINÁRIO EXTRATERRESTRE E O FENÓMENO “OVNI”

By solsticio07

Joaquim Fernandes, docente da Universidade Fernando Pessoa e fundador do CTEC – Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência, escolheu para tema da sua tese de doutoramento em História “O Imaginário Extraterrestre na Cultura Portuguesa – do fim da Modernidade até meados do Séc. XIX” que defendeu com distinção na “Faculdade de Letras da Universidade do Porto em Março de 2006.
Este facto, quanto a nós, marca o início de uma nova realidade a nível académico já que começam a diluir-se certos tabus que catalogavam como área da “magia” as incursões no campo do maravilhoso desconhecido.
De facto o seu trabalho nada tem a ver com a especulação fácil gratuita. É sim, o produto de uma exaustiva e meticulosa pesquisa quer efectuada nos arquivos das nossas bibliotecas nacionais, quer junto das populações do interior ou do litoral. O seu magnífico trabalho de interpretação, revela que o “Imaginário Extraterrestre” existe e sempre existiu no nosso povo atingindo inclusivamente as nossas elites culturais desde o tempo da Monarquia.
Trazermos aqui ao Fórum-Pufoi este tema por uma série de razões que passamos a expor sumariamente de forma serena e sem paixões especulativas:
Achamos que o “Imaginário Extraterrestre” é, também, uma vertente de estudo que, eventualmente poderá inserir-se na própria investigação do chamado fenómeno “Ovni”. Entendemos que se quisermos avançar nesse caminho não podemos descurar esta realidade.
A nível do imaginário, encontraremos sempre algo de substancial e concreto no tocante a uma instintiva atracção colectiva, que vem de muito longe, pelo insólito e pelo mistério. E isso funciona como uma poderosa alavanca que faz avançar a civilização. Séculos atrás, levou os portugueses a descobrirem novos mundos!
O fenómeno “Ovni” continua a continuará a ser um enorme mistério e desafio. Mas não fará também parte da tal alavanca que continuamos a precisar para evoluirmos? Ficamos por aqui até porque queremos dar a palavra a outros eventuais participantes neste Fórum que, com certeza, poderão dar interessantes achegas sobre este tema.

2 Respostas para “O IMAGINÁRIO EXTRATERRESTRE E O FENÓMENO “OVNI””

  1. joples Diz:

    Na minha modesta opinião entendo que o facto de se assistir a uma mudança da atitude a nível universitário face ao problema dos “ovnis” é algo que merece ser devidamente assinalado. De facto a existência de um centro com sede na Universidade Fernando Pessoa que está a desenvolver um projecto de estudo do “Imaginário Extraterrestre” é algo de muito positivo. Estou convicto que iremos assistir a uma mudança significativa no estudo destes casos que em primeiro lugar tem uma grande incidência e relação com a psique colectiva.
    joples

  2. spirit Diz:

    Olá caros visitantes.. Na realidade, julgo que o problema ainda hoje continua a ser esse mesmo: o de continuar a insistir em teorias ET, baseadas apenas nas crenças e desejos de contacto com seres superiores – um novo deus ou messias. A par de organizações como o CTEC – e de certo modo a Pufoi ( históricamente ligados), onde se tenta incutir uma abordagem desvinculada da carga histórica da simbiose “OVNI logo ET”, ainda proliferam abordagens onde o principal fito é saber se a actividadade ovni é de origem ET, esquecendo que na realidade não é esse o objectivo da ovnilogia moderna. É essa abordagem que os media ainda procuram e fazem transmitir ao público. De um lado está o que se vende e o que o público gosta de ouvir por outro está ainda esse imaginário, vinculado não só pelo cinema etc mas também pela forma como os ovnilogistas fizeram, ao longo destes anos, o seu discurso. Eu, como dinossauro da ovnilogia portuguesa ( assim me auto intitulo) passei também por essa fase. O que me preocupa agora são as novas gerações de “ovnilogistas” que teimam em não aprender com tudo o que já se fez, se testou , continuando o seu caminho teimosamente na busca da prova OVNI/ET que , diria, inglório,. Abraços. Luis Ribeiro

Deixar uma Resposta

Tem de ter a sessão iniciada para publicar um comentário.